sábado, 9 de outubro de 2010 | By: Isis Cardoso

Renegado.

Olhares lacrimosos, súplicas, despedidas, corações partidos... Nunca fui do tipo de pessoa que se comove com esse tipo de coisa, afinal, era parte do meu cotidiano. Digo isso sem receio nenhum, minha fama de canalha sempre foi notória...

Isto é, antes de eu jogar com alguém profissional no jogo.

Só de olhar para ela, qualquer homem deveria reduzir-se à sua insignificância. Mas eu me achei muito esperto até pra ouvir a mim mesmo.
Ela me tratou, desde o primeiro momento, com carinho e atenção; e eu sempre deixei claro que eu não queria que ela fosse nada mais que um objeto de prazer para mim. Não espantou-se ; do contrário, ela queria ser ensinada e objetizada por mim.

Uma vez só não foi bastante, ela sabia cada olhar, cada toque, cada maneira de ser a melhor, e logo o prazer virou necessidade.

Me irritava não tê-la por perto, eu anseava por ela com cada fôlego do meu ser...mas com ela por perto tudo é diferente, tudo é mais vivo, mais calmo... tão envolvente, tão... irresistível ! Sim, é; não era, ou será...porque o que me importa agora é todo o prazer de cada momento com ela.


E assim jaz um cafajeste renegado.

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